… Que tudo era pra sempre sem saber, que o pra sempre, sempre acaba."
Trecho da música Por enquanto – Cássia Eller.
Mamãe sempre vai te amar, minha pretolina!
Eu acredito muito em destino, e não foi por acaso que encontrei a Kitty (post sobre isso aqui) filhotinha e quase morrendo, bem na nossa garagem no meio de entulhos devido à obra que estávamos fazendo em casa.
Ela era uma gatinha fácil de se amar e apegar, principalmente nós aqui de casa. Ela adorava chamar a atenção, brincava de luta com sua irmã canina Olívia, e simplesmente não vivia sem suas andanças pela rua (motivo esse que com certeza a fez não estar mais aqui).
Infelizmente existe muito preconceito contra gatos, principalmente gatos pretos. Eu mesma nunca tive nenhum gato (fora ela) e dizia quando criança que "não gostava de gatos". Se pudesse voltar atrás eu apagaria o que disse, e foi graças a ela que descobri o barato que é ser mãe de gatinhos (pretos, brancos, vira-latas, não importa!) e ver o quanto o gato é diferente do cachorro, e ao mesmo tempo como conseguem ser iguais em vários sentidos. Assim que decidimos ficar com a Kitty (post sobre isso aqui) eu já sabia que os gatos são seres totalmente independentes e com personalidade forte, e que além de castra-la precisariamos tomar cuidado com a maldade das pessoas ao ver um gatinho preto.
Não sei como aconteceu, mas existem duas hipóteses: briga de gatos ou envenenamento. Não sei qual das duas pois ouvi dois gritos de gatos à noite (por isso a hipótese da briga), já que na minha rua existem muitos gatinhos. Enfim, não quero ficar imaginando o motivo pelo qual ela não está aqui comigo agora, mas isso me fez refletir o quanto eu a amava e o quanto ela me fez aprender coisas novas, um novo amor que eu nem sabia que existia, um amor que me faz querer ajudar mais e mais os gatinhos por aí de alguma forma!
Sei que fiz de tudo pela minha pequena, e mesmo ela tendo ido tão nova eu sempre vou ter ela em meu coração, como a gatinha preta de olhos verdes mais querida que existiu, que sorria com o olhar, que adorava brincar com o rolo de papel, que eu apertava até miar, que me dava sustos aparecendo do nada, que estudava em cima da mesa da sala de jantar comigo, que adorava um cafuné na barriga e brincava de me arranhar as mãos. Ela foi o meu melhor presente de 2012.
Ainda estou com as marcas dos arranhões da brincadeira de ontem.
Ainda sinto seu cheirinho.
E sei que sempre te amarei!
Obrigada por ter me dado a honra de ser sua mãe humana :')